Misturei carência, gentileza e aparência com vodka e o resultado foi algo parecido com paixão. Um longo beijo e o arrepio causado pelo encontro das pontas de nossos dedos com a pele nua embaixo de toda aquela roupa, que naquele momento, me parecia extremamente inconveniente, e logo caminhávamos de mãos dadas. Não fui capaz de compreender, não que isso fosse muito importante, como as pessoas não se desconcertavam com aquela demonstração tão aberta de afeto, mas esse pensamento se perdeu quase tão rápido quanto fumei meu cigarro ao perceber que isso o afastava e corri em direção ao choque dos lábios.
Fui para minha casa e, no banho, minha sobriedade, há pouco recuperada, me alertava quanto a falsa profundidade do amor recentemente achado após anos de fria apatia e solidão. Amor, amor, e por quê não?Eu dizia. Não, simplesmente não. Obviamente não. Isso é desespero.Eu disse e, para consolar-me, continuei: De qualquer maneira, se o conhecesse, eu nada quereria com ele. Mas o que fazer com a promessa do fim da apatia e da solidão?Indaguei. Ignorar. Respondi e fui dormir.
Acordei e minha visão de mundo estava tão pequena quanto sempre esteve e da experiência não tirei nenhum amadurecimento e nada eu tinha superado e em nenhum aspecto eu havia crescido. Esperança infundada e confusão evitável! Choraminguei e enquanto chorava o choro contido, desses que nos faz lacrimejar para dentro, me ridicularizei de forma violenta forçando-me a agir dignamente. Noite seguinte eu bebi e me apaixonei novamente, para, em casa, repreender a mim mesmo novamente enquanto chorava o choro contido dos frios e exilados.
Pseudoblog com alguns escritos, a maioria sem nexo algum. Apenas vontade de mostrar de modo quase anônimo o que escrevo.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
Em segurança na caverna.
Esta noite sonhei
e acordei lembrando bem
o que tinha sonhado.
Mas como não era ousado
nem mesmo memorável,
este sonho que sonhei
voltei a dormir.
Desta vez sonhei ser proscrito.
Vivia no fundo escuro e frio
de uma caverna,
que mais era uma cratera
feita por mim mesmo
num desses muros de pedra
para viver o exílio
decretado sem motivo
também por mim.
Mas vieram aqueles intrusos.
Seres odiosos e sem escrúpulos!
Me arrancaram de meu próprio claustro escuro,
meu lugar fresco e seguro
no ventre do mundo.
Eu nada conhecia do exterior do mundo
e por ser completamente estúpido
fitei o sol.
Acabei com os olhos queimados
pelo maldito astro!
Mas nem isso parecia ser algo
era nada para os intrusos tão odiados
que insistiam em gritar as maravilhas
de seu mundo tão vasto.
Mas será possível
que eles não entendiam
a dor indescritível
de ser atirado ao mundo?
e acordei lembrando bem
o que tinha sonhado.
Mas como não era ousado
nem mesmo memorável,
este sonho que sonhei
voltei a dormir.
Desta vez sonhei ser proscrito.
Vivia no fundo escuro e frio
de uma caverna,
que mais era uma cratera
feita por mim mesmo
num desses muros de pedra
para viver o exílio
decretado sem motivo
também por mim.
Mas vieram aqueles intrusos.
Seres odiosos e sem escrúpulos!
Me arrancaram de meu próprio claustro escuro,
meu lugar fresco e seguro
no ventre do mundo.
Eu nada conhecia do exterior do mundo
e por ser completamente estúpido
fitei o sol.
Acabei com os olhos queimados
pelo maldito astro!
Mas nem isso parecia ser algo
era nada para os intrusos tão odiados
que insistiam em gritar as maravilhas
de seu mundo tão vasto.
Mas será possível
que eles não entendiam
a dor indescritível
de ser atirado ao mundo?
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Tortura - Florbela Espanca
Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento!...
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que eu minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
O ídolo do covarde.
Ele estava lendo um livro de bolso, desses que ele compra de um sebo poeirento no centro da cidade. Sentei-me a seu lado e ele declamou para mim o ultimo verso do poema que estava a ler. "E os meus vinte e três anos... (sou tão nova)/ Dizem baixinho a rir: 'Que linda a vida!'.../ Responde a minha Dor: "Que linda a cova!'".
Perguntou-me o que achei do poema então... estalo! Travei e quase enlouqueci enquanto buscava algo que dizer. Óbvio que havia amado, sempre gostara dos contos de Florbela e foi lindo descobrir um de seus versos mas, parecia demasiado covarde admitir gostar. Seria como admitir que tudo o que ele me apresentasse seria engolido com um sorriso em meu rosto passivo e feliz em agradar. Pensei, então em dizer que não gostara dele, agir com indiferença ou arrogância, dizendo conhecer o poema mas, a imagem agressiva que se materializara em minha mente não me agradou. Ficar em cima do muro estava fora de questão! Pessoas vazias e sem opinião, parafraseando o que sempre me disse, lhe causavam asco e náuseas... estalo! Eu era uma dessas pessoas e precisava desesperadamente impedir que ele descobrisse.
O choque do estalo fez com que eu me calasse e não o respondesse, mas seus olhos sedentos me espancavam atrás de resposta. Tentei me recompor e formular uma resposta digna, mas tudo o que consegui dizer foi "sei lá", daquela forma patética tão característica dos covardes como eu.
Novamente seus olhos me espancavam e não havia nada a ser feito.
Após tantos golpes eu me permiti sangrar e lamentar sobre minhas feridas e ele podia ver isso, afinal ele as causara. Eu quis gritar que era culpa dele e sangrá-lo assim como ele me fez sangrar mas meu complexo de inferioridade era mais forte que meu sistema de auto-defesa o que significava que eu ainda precisava ser aceito, ainda precisava ser admirado e amado por ele, por todos aqueles motivos que pessoas sãs seriam incapazes de compreender. Engoli o berro, desarmei meus olhos e dissimulei. Me peguei a admirar seus olhos, aqueles olhos aterradoramente claros e críticos e que eram, com certeza, o que me atraíam a ele. Ao fazer isso percebi como eu era auto-destrutivo então forcei-me a admirar sua boca, gentil e doce, mas era óbvio que isso só estava acontecendo por ser quela uma noite sinistramente intimidadora.
Logo me peguei novamente hipnotizado por aqueles olhos malignos e novamente quis gritar com ele, novamente quis espancá-lo, sangrá-lo e ofendê-lo de todas as formas que fosse capaz. Mas, novamente, me peguei engolindo o berro, segurando o murro e perdendo todo o veneno que tinha dentro de mim por motivos suficientemente claros. Percebi também, em outro maldito estalo, que assim faria para sempre ou até que ele se cansasse de minhas incapacidades e me deixasse com um pedestal vazio. E assim foi.
Perguntou-me o que achei do poema então... estalo! Travei e quase enlouqueci enquanto buscava algo que dizer. Óbvio que havia amado, sempre gostara dos contos de Florbela e foi lindo descobrir um de seus versos mas, parecia demasiado covarde admitir gostar. Seria como admitir que tudo o que ele me apresentasse seria engolido com um sorriso em meu rosto passivo e feliz em agradar. Pensei, então em dizer que não gostara dele, agir com indiferença ou arrogância, dizendo conhecer o poema mas, a imagem agressiva que se materializara em minha mente não me agradou. Ficar em cima do muro estava fora de questão! Pessoas vazias e sem opinião, parafraseando o que sempre me disse, lhe causavam asco e náuseas... estalo! Eu era uma dessas pessoas e precisava desesperadamente impedir que ele descobrisse.
O choque do estalo fez com que eu me calasse e não o respondesse, mas seus olhos sedentos me espancavam atrás de resposta. Tentei me recompor e formular uma resposta digna, mas tudo o que consegui dizer foi "sei lá", daquela forma patética tão característica dos covardes como eu.
Novamente seus olhos me espancavam e não havia nada a ser feito.
Após tantos golpes eu me permiti sangrar e lamentar sobre minhas feridas e ele podia ver isso, afinal ele as causara. Eu quis gritar que era culpa dele e sangrá-lo assim como ele me fez sangrar mas meu complexo de inferioridade era mais forte que meu sistema de auto-defesa o que significava que eu ainda precisava ser aceito, ainda precisava ser admirado e amado por ele, por todos aqueles motivos que pessoas sãs seriam incapazes de compreender. Engoli o berro, desarmei meus olhos e dissimulei. Me peguei a admirar seus olhos, aqueles olhos aterradoramente claros e críticos e que eram, com certeza, o que me atraíam a ele. Ao fazer isso percebi como eu era auto-destrutivo então forcei-me a admirar sua boca, gentil e doce, mas era óbvio que isso só estava acontecendo por ser quela uma noite sinistramente intimidadora.
Logo me peguei novamente hipnotizado por aqueles olhos malignos e novamente quis gritar com ele, novamente quis espancá-lo, sangrá-lo e ofendê-lo de todas as formas que fosse capaz. Mas, novamente, me peguei engolindo o berro, segurando o murro e perdendo todo o veneno que tinha dentro de mim por motivos suficientemente claros. Percebi também, em outro maldito estalo, que assim faria para sempre ou até que ele se cansasse de minhas incapacidades e me deixasse com um pedestal vazio. E assim foi.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Alegria em Comprimidos
Estou cansado de meditar,
lutar,
penar
em busca dessa tal satisfação,
estado pleno de alegria,
essa tal paz de espírito.
Nos tempos da tristeza patológica
a alegria vem em comprimidos
e eu quero os meus.
Dou agora adeus aos deprimidos
para me reservar o direito,
mais que divino,
farmacêutico,
de entupir-me de anti-depressivos.
lutar,
penar
em busca dessa tal satisfação,
estado pleno de alegria,
essa tal paz de espírito.
Nos tempos da tristeza patológica
a alegria vem em comprimidos
e eu quero os meus.
Dou agora adeus aos deprimidos
para me reservar o direito,
mais que divino,
farmacêutico,
de entupir-me de anti-depressivos.
* * *
Satisfação!
Overdose!
silêncio.
paz de espírito.
Inquieto
Creio eu ter desde sempre essa sensação, mesmo antes de mudar-me para esse asilo, onde o modo como me comporto tem sido tão incômodo.
A sensação de que ali, perto da janela onde tem a luz e o calor do sol, estaria melhor. Mas, tão cedo arrasto a poltrona até lá e me sento, a cama passa a me parecer mais confortável, quente e convidativa. Mudo para lá e, no momento em que nela me deito, os bancos do quintal passam a ser o lugar onde quero estar... Assim passava meus dias, alternando de lugar em lugar até que adormecia sem jeito em um lugar qualquer com a certeza de que teria melhor dormido em outro lugar.
Tudo piorou quando, numa dessas minhas andanças a procura do lugar perfeito topei com uma pedra no quintal, caí e torci o tornozelo. Primeiro achei que isso pudesse ajudar-me com minha inquietação, como num desses tratamentos para viciados onde fica-se privado de drogas por tempo suficiente para que se supere o vício. Mas, não funcionou. Passei terríveis e angustiadores minutos deitado em minha cama, até que aprendi a manipular a enfermeira que incumbiram de cuidar de mim.
Passei a fazê-la me mudar de lugar quase tão frequentemente quanto antes de machucar-me. Após uma semana importunando a pobre mulher, ela se cansou de mim. Procurei então por outra, essa, depois de somente algumas horas, chamou-me de louco, da forma mais direta e impossível de ignorar possível : gritando grosseiramente, e fez com que me consultasse com um psiquiatra.
Menti pra ele da forma mais cínica que pude, por medo de ser internado em algum hospício sujo cheio de doentes sinistros de olhos frios como de cadáveres, apesar de quase sonhar com a prescrição de remédios de tarja preta, os melhores. Mas, ainda assim, saí de lá diferente.
Puseram-me de volta no meu quarto no asilo e me sentaram aleatoriamente na poltrona perto da janela. Percebi que não mais ligava para onde eu estava, mesmo sendo num quarto quente e abafado, exposto à luz e ao calor do sol de um dia de verão no Rio. Deixei-me estar ali. Simplesmente fiquei. Apático. Fingindo acreditar que a cama dura faria minhas costas doerem, fingindo me importar que no quintal me olham estranho, fingindo que precisava mesmo de uma cor. Porque, na verdade, não tinha mais vontades.
A sensação de que ali, perto da janela onde tem a luz e o calor do sol, estaria melhor. Mas, tão cedo arrasto a poltrona até lá e me sento, a cama passa a me parecer mais confortável, quente e convidativa. Mudo para lá e, no momento em que nela me deito, os bancos do quintal passam a ser o lugar onde quero estar... Assim passava meus dias, alternando de lugar em lugar até que adormecia sem jeito em um lugar qualquer com a certeza de que teria melhor dormido em outro lugar.
Tudo piorou quando, numa dessas minhas andanças a procura do lugar perfeito topei com uma pedra no quintal, caí e torci o tornozelo. Primeiro achei que isso pudesse ajudar-me com minha inquietação, como num desses tratamentos para viciados onde fica-se privado de drogas por tempo suficiente para que se supere o vício. Mas, não funcionou. Passei terríveis e angustiadores minutos deitado em minha cama, até que aprendi a manipular a enfermeira que incumbiram de cuidar de mim.
Passei a fazê-la me mudar de lugar quase tão frequentemente quanto antes de machucar-me. Após uma semana importunando a pobre mulher, ela se cansou de mim. Procurei então por outra, essa, depois de somente algumas horas, chamou-me de louco, da forma mais direta e impossível de ignorar possível : gritando grosseiramente, e fez com que me consultasse com um psiquiatra.
Menti pra ele da forma mais cínica que pude, por medo de ser internado em algum hospício sujo cheio de doentes sinistros de olhos frios como de cadáveres, apesar de quase sonhar com a prescrição de remédios de tarja preta, os melhores. Mas, ainda assim, saí de lá diferente.
Puseram-me de volta no meu quarto no asilo e me sentaram aleatoriamente na poltrona perto da janela. Percebi que não mais ligava para onde eu estava, mesmo sendo num quarto quente e abafado, exposto à luz e ao calor do sol de um dia de verão no Rio. Deixei-me estar ali. Simplesmente fiquei. Apático. Fingindo acreditar que a cama dura faria minhas costas doerem, fingindo me importar que no quintal me olham estranho, fingindo que precisava mesmo de uma cor. Porque, na verdade, não tinha mais vontades.
domingo, 19 de junho de 2011
Ignorante.
"Imediatamente, investi contra o mendicante. Com uma só punhalada, tapei-lhe um olho que se tornou, num segundo, grosso como uma bola. Lesionei uma das minhas unhas ao quebrar-lhe dois dentes, e, como, nascido frágil e tendo pouco praticado boxe, não me sentia forte o suficiente para acabar rápido com o velhote, peguei, com uma mão, na lapela do seu casaco e, com a outra, segurei-lhe o pescoço e comecei a bater vigorosamente a cabeça dele contra um muro. Devo reconhecer que tinha previamente inspecionado os arredores e verificado que, naquele subúrbio deserto, estaria, por um bocado de tempo, fora do alcance de todo e qualquer agente de polícia."
Era um garoto que pareceria com aquele que estava impacientemente sentado no ônibus com seus fones de ouvido e a música alta demais, não fosse as densas camadas de sujeira, o cabelo selvagem, os trapos encardidos, a fedentina, o olhar desesperançado cheio de ódio e tudo o mais que denunciava seu lugar desfavorável numa hierarquia desumana. Esse garoto entrou o mais sorrateiramente que pode pela porta de trás do ônibus, causando desconforto nos outros passageiros, aqueles que entram pela frente, mas que na verdade nada tem a ver com ele.
O mais incomodado dos passageiros, não se sabe o porquê, era o garoto dos fones com sua pele fresca do banho, o cabelo bem arrumado para parecer despenteado, as roupas novas tratadas com rigor para que parecessem trapos, o cheiro de perfume que carregava no pescoço e nos pulsos e tudo o mais que mostrava como era estar num patamar um pouco mais elevado naquela, não-mais-tão-cruel, hierarquia. Este olhava forçosamente a janela como se para evitar o desprazer de olhar aquela vítima transgressora do sistema enquanto sonhava esperançoso com o momento no qual ele sairia do ônibus e o desconforto sairia dele. Muito embora não pudesse dar a explicação devida para si mesmo do porquê de tanto mal-estar.
Ele chegou ao ponto, saiu do ônibus mas o desconforto ficou. Nunca se foi. Mas, por sorte, ele pensaria um dia quando se lembrasse, não só os mendigos são ignoráveis, também o são os males que afetam nosso mundo interno. Mesmo os que o fazem para o bem.
(Charles Baudelaire, Espanquemos os Pobres!)
Era um garoto que pareceria com aquele que estava impacientemente sentado no ônibus com seus fones de ouvido e a música alta demais, não fosse as densas camadas de sujeira, o cabelo selvagem, os trapos encardidos, a fedentina, o olhar desesperançado cheio de ódio e tudo o mais que denunciava seu lugar desfavorável numa hierarquia desumana. Esse garoto entrou o mais sorrateiramente que pode pela porta de trás do ônibus, causando desconforto nos outros passageiros, aqueles que entram pela frente, mas que na verdade nada tem a ver com ele.
O mais incomodado dos passageiros, não se sabe o porquê, era o garoto dos fones com sua pele fresca do banho, o cabelo bem arrumado para parecer despenteado, as roupas novas tratadas com rigor para que parecessem trapos, o cheiro de perfume que carregava no pescoço e nos pulsos e tudo o mais que mostrava como era estar num patamar um pouco mais elevado naquela, não-mais-tão-cruel, hierarquia. Este olhava forçosamente a janela como se para evitar o desprazer de olhar aquela vítima transgressora do sistema enquanto sonhava esperançoso com o momento no qual ele sairia do ônibus e o desconforto sairia dele. Muito embora não pudesse dar a explicação devida para si mesmo do porquê de tanto mal-estar.
Ele chegou ao ponto, saiu do ônibus mas o desconforto ficou. Nunca se foi. Mas, por sorte, ele pensaria um dia quando se lembrasse, não só os mendigos são ignoráveis, também o são os males que afetam nosso mundo interno. Mesmo os que o fazem para o bem.
Assinar:
Postagens (Atom)
